Sinagoga de Tomar
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Sinagoga - Museu Luso-Hebraico de Tomar

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Sinagoga de Tomar, construida por volta do séc.XV, pelos Judeus.

 

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Designação

Sinagoga de Tomar

 

Localização

Santarém, Tomar, São João Baptista

 

Acesso

R. Dr. Joaquim Jacinto

 

Enquadramento

Urbano. Integrada no casario, situa-se no coração da vila medieval, a meio da antiga judiaria.

 

Descrição

De planta quase quadrada e piso inferior ao da rua, a sala que serviu de sinagoga divide-se em 3 naves separadas por 4 colunas cilíndricas segmentadas, com bases chanfradas e capitéis de lavores geométricos e vegetalistas; sobre estas e sobre mísulas prismáticas adossadas às paredes repousa a alta abóbada de arestas. 2 orifícios em cada canto comunicam com o bocal de bilhas de barro, metidas na parede, com função acústica.Uma porta em arco quebrado (do lado de fora lanceolado), aberta a E., era a porta principal da sinagoga. A entrada faz-se hoje por porta de vão rectangular do lado N.. Numa sala de planta rectangular, a O., foram feitas escavações, tendo sido posto a descoberto o "mikveh", local dos banhos rituais reservados às mulheres.

  

Utilização Inicial

Cultual

 

Utilização Actual

Cultural. Museu Hebraico

Época Construção

Séc. 15 (meados)

 

Arquitecto | Construtor | Autor

Não definido

 

Cronologia

Séc. 15 (meados) - construção;

1496 - encerramento pelo édito de expulsão dos judeus de Portugal;

séc. 16, 1ª metade - cadeia municipal;

séc. 16, 2ª metade - notícia da existência da ermida de São Bartolomeu, na Rua Nova, provavelmente no local da antiga sinagoga;

séc. 19 - adaptação a armazém;

1923 - o Dr. Samuel Schwarz compra o imóvel a Joaquim Cardoso Tavares;

1939 - doa a sinagoga ao Estado, com a condição de nele ser instalado um Museu luso-hebraico;

1944 - o Estado compra o prédio do lado, para ampliação do Museu.

 

Tipologia

Arquitectura religiosa, gótico. Sinagoga de planta centralizada, com 3 naves e 3 tramos, semelhante à da sinagoga de Safed, em Israel, construída pelo judeu sefardita de Toledo, Joseph Caro, em peregrinação a Jerusalém, repetindo portanto uma tipologia peninsular. (LAPA, 1989, p. 46); apresenta afinidades espaciais com a Cripta da Igreja Matriz de Ourém, com idêntico tratamento do espaço interno e semelhante sistema acústico (com bilhas dispostas com o bocal para baixo, nos cantos da abóbada); estas características levaram Santos Simões (1949) a atribuir estes dois espaços, assim como o Paço dos Condes de Ourém a artistas do N. de África a trabalhar em Ourém e Tomar.

 

Características Particulares

No esquema de cobertura e suporte e ainda no dispositivo acústico, este espaço tem grandes pontos de contacto com a cripta do Conde de Ourém, em Ourém, mostrando um artista se não comum, pelo menos seguindo uma mesma orientação.

 

Materiais

Alvenaria, tijolo (abóbada), cantaria, betão.

 

Bibliografia

TEIXEIRA, F. A. Garcez, A antiga sinagoga de Tomar, Lisboa, 1925;

SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Lisboa, 1949;

ROSA, Amorim, História de Tomar, vol. I, Santarém, 1965;

LAPA, Maria Fernanda, A sinagoga de Tomar in Boletim Cultural e Informativo, nº 11/12, Tomar, 1989.

 

Intervenção Realizada

1923 - 1939 - restauros efectuados pelo Dr. Samuel Schwarz: levantamento do entulho até ao pavimento original; recuperação da porta original; encontrados vestígios da arca onde se guardavam os rolos da lei (ao centro).

DGEMN - 1942 / 1943 - obras de adaptação a Museu: desentaipamento de 2 frestas na fachada S.; recuperação geral de cantarias na fachada principal e substituição de pedras mutiladas; reparação das abóbadas de tijolo, rebocos e guarnições; cintagem encoberta das paredes com cimento armado; entaipamento de rachas recentes nas paredes com alvenaria hidráulica; cantaria assente em soleiras e degraus; lajedo de cantaria assente no pavimento, sobre argamassa hidráulica; apeamento e reconstrução da armação do telhado; construção de portas exteriores e caixilharia em castanho; reconstrução do telhado; reparação geral de rebocos; pintura;

1949 - início das obras de ampliação;

1952 - construção da habitação para o guarda; beneficiações no Museu;

1962 - reparação da cobertura; reparação de caixilharias e portas.

 

Observações

DOF: Parte interna das lojas do prédio que servia de Sinagoga no séc. XV. Na sala a O. estão expostos os objectos encontrados na escavação daquele recinto.

 

Autor e Data

Isabel Mendonça 1991

1 Item